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Bolsa cai, mas ações ligadas ao Pão de Açúcar saltam 74% em 2 dias





A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em baixa de 1,04% nesta sexta-feira, aos 67.603,52 pontos. 


O Ibovespa (principal índice da Bolsa) terminou a semana com alta de 0,78%. No ano, o ganho acumulado é de 80%.


Foi anunciada a fusão do Grupo Pão de Açúcar com as Casas Bahia. As ações da Globex (do Ponto Frio, empresa comprada recentemente pelo Pão de Açúcar) deram um salto de 28,36%, negociadas a R$ 18,60. Considerando o fechamento do dia anterior, quando elas estavam valendo R$ 10,70, as ações da empresa subiram 74% em dois dias.


Os papéis do Pão de Açúcar fecharam esta sexta-feira em alta de 9,73%, com preço de R$ 62,49.


Apesar das altas, analistas recomendam cautela na hora de comprar ações das duas empresas.


As informações são da UOL.

Mafioso arrependido envolve nome de Berlusconi com a máfia em audiência



O ex-mafioso arrependido Gaspare Spatuzza disse nesta sexta-feira (4) durante audiência realizada em Turim (Itália) que o nome do primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, foi citado por Giuseppe Graviano, um dos chefes da Cosa Nostra, a máfia siciliana.


"Graviano me disse que tudo o que tínhamos obtido foi graças à seriedade das pessoas que tinham levado adiante esta história, que não eram como aqueles quatro socialistas que tinham recolhido os votos entre 88 e 89 e depois nos fizeram guerra", disse Spatuzza.


Segundo Spatuzza, o chefe da máfia "mencionou os nomes de dois sujeitos. De Berlusconi, Graviano me disse que era o do 'Canale 5'", um dos veículos de comunicação que fazem parte do império midiático do primeiro-ministro.,



O ex-mafioso acrescentou que Graziano afirmou: "No meio há um de nós, Dell'Utri", em referência ao senador do Partido do Povo da Liberdade (PDL), já condenado em primeira instância a nove anos de prisão por associação mafiosa.


"Graças à seriedade destas pessoas, tínhamos o país praticamente em nossas mãos", disse Spatuzza.


O ex-mafioso e agora colaborador da Justiça italiana falou que atentados de 1993 em Florença, Milão e Roma foram "anômalos" dentro da estratégia da Cosa Nostra, embora Graviano tenha lhe dito que "é bom que somemos alguns mortos; assim, quem tem que se movimentar despertará".


Spatuzza também responsabilizou a Cosa Nostra pelos atentados nos quais foram assassinados os juízes antimáfia Paolo Borsellino e Giovanni Falcone em 1992 "porque eram nossos inimigos".


"A Cosa Nostra é uma associação mafioso-terrorista", disse.


Braço direito dos chefes mafiosos Giuseppe e Filippo Graviano, do chamado clã de Brancaccio, Spatazza falou hoje pela primeira vez no julgamento de apelação de Marcello Dell'Ultri.


Por motivos de segurança, a audiência transcorre em um bunker subterrâneo do Palácio de Justiça de Turim, mas com os juízes do Tribunal de Apelação de Palermo (Sicília).


Dell'Utri foi co-fundador da antiga legenda liderada por Berlusconi, Forza Itália, e agora ocupa o cargo de senador pelo atual partido do primeiro-ministro, o Povo da Liberdade (PDL).


Spatuzza disse à Justiça que os irmãos Graviano, em particular Giuseppe, souberam entre o final de 1993 e o início de 1994 que a Cosa Nostra havia escolhido Dell'Utri e Berlusconi como suas novas referências na política.


BERLUSCONI NEGA



O premiê negou as acusações durante reunião do Conselho de Ministro.

"É uma loucura, incrível, nosso governo é o que mais tem lutado contra a máfia", disse.


As informações são do G1.

Serra, Tasso e a hipocondria



Ainda durante a palestra no CIC, José Serra (PSDB) disse que sua única vinculação com a área de saúde antes de assumir o ministério no governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB) era “a fama, injusta, cultivada por gente como o Tasso (Jereissati), que espalha isso, de que eu era hipocondríaco”.
O senador cearense, ao lado dele na mesa, retrucou um pouco mais tarde. Lembrou viagem que fez aos Estados Unidos ao lado de Serra, anos atrás. E relatou que, ao contrário daqueles que entram nas lojas estadunidenses a procura de aparelhos tecnológicos, roupas ou afins, o governador paulista tinha outros interesses: “Serra entrava na farmácia e perguntava pelos últimos lançamentos”. E completou: “É injustiça que o ministro é hipocondríaco”.
O governador paulista, porém, justificou-se: disse que era premonição de que se tornaria, um dia, ministro da Saúde.
As informações são do "O Povo".

Luta individual



Foi ao participar de um congresso no México em 1998 que o historiador James Green teve a idéia de escrever o livro Apesar de Vocês: Oposição à ditadura brasileira nos Estados Unidos, 1964-1985. "Um brasileiro chegou para mim e disse 'não agüento mais americanos falando sobre a ditadura militar no Brasil. Eles não sabem o que aconteceu. Não fizeram porra nenhuma!'. Mas eu sabia que não era assim. Ali, percebi que tinha uma história para contar", comenta Green no debate de lançamento de seu livro, no último dia 26 na Livraria Cultura (SP), que contou ainda com a presença do professor do Departamento de História da USP, Marcos Napolitano, e do militante Anivaldo Padilha.
  
Em seu livro, Green se propôs a escrever uma história tendo como foco simples indivíduos que, segundo afirma, mudaram pouco a pouco a opinião pública norte-americana a respeito do golpe militar brasileiro. Ação que culminaria na bandeira da campanha presidencial do democrata Jimmy Carter que, entre os anos de 1977 e 1981, direcionou a política externa dos EUA a favor dos direitos humanos e civis, e contra ditaduras. "Os militantes brasileiros que fugiram preparam o terreno para a luta contra todas as outras ditaduras na América Latina. Nenhum militante percebeu o impacto global de suas ações e o livro é para falar sobre esse importante trabalho deles", aponta o pesquisador.




Um desses militantes era justamente o missionário da Igreja Metodista Anivaldo Padilha que, após ser preso e torturado, fugiu para os EUA e lá percorreu todo o país para desmistificar a idéia que os americanos tinham do Brasil. "Lembro que um dia estava fazendo uma palestra sobre a história do Brasil e da ditadura militar numa pequena cidade do estado da Dakota do Norte. Depois que expliquei tudo, a primeira coisa que me perguntaram foi: 'Quando é que os comunistas tomaram poder no Brasil?'. Ali, eu vi que a luta era outra. Primeiro, eu tinha que mostrar que essa idéia de ameaça comunista não era brasileira, mas sim americana, que a nossa luta era outra".

As informações são da Revista CULT.

Crise mundial: as garantias de direitos sociais e o capitalismo



Muito se tem dito sobre a crise econômica e suas possíveis repercussões na realidade social brasileira. À esta altura, uma abordagem crítica mais contundente é necessária por causa da constatação de que muitos se valem da crise como mero argumento para continuar jogando o jogo da vantagem a qualquer custo, desvinculando-se de qualquer projeto de sociedade mais democrática.
Para iniciar essa análise, devemos lembrar que a crise é nossa velha conhecida. Ela esteve presente em quase todos os momentos de nossa história. Em termos de relações de trabalho, o argumento da “crise econômica”, como forma de justificar uma reiterada reivindicação de redução das garantias jurídicas de natureza social (direitos trabalhistas e previdenciários), acompanha o debate trabalhista desde sempre. Se alguém disser que “agora, no entanto, é pra valer”, deve assumir que antes era tudo uma grande mentira... E, se assim for dito, que força moral se terá para fazer acreditar no argumento da crise atual?
Não se pode olvidar também que, mesmo quando o Brasil vivenciou, de 1964 a 1973, o que se convencionou chamar de “milagre brasileiro”, o crescimento econômico foi obtido às custas do empobrecimento da maioria da população, já que uma de suas características era a concentração de renda. Em 1970, os 50% mais pobres da população ficavam com apenas 13,1% da renda total e os mais ricos (1% da população) embolsavam 17,8%”.
No começo da presente crise pouco se falou na relevância da diminuição do valor do trabalho. A partir de outubro de 2008, iniciou-se um movimento organizado para requerer uma flexibilização das leis trabalhistas do país como forma de combater a crise financeira. Empresas começaram a anunciar dispensas coletivas de trabalhadores, criando um clima de pânico para, em seguida, pressionar sindicatos a cederem quanto às suas reivindicações e buscar junto ao governo a concessão de benefícios fiscais.

Entre janeiro de 2008 e janeiro de 2009, as vendas do varejo nacional acumularam alta de 8,7%.

Essa corrida que passa por cima dos direitos trabalhistas é totalmente injustificável por, pelo menos, três motivos.
Primeiro, porque o custo do trabalho não está na origem da crise econômica como atestam as últimas análises. Nada autoriza a dizer que a sua redução seja fator determinante para que a crise seja suplantada.
Segundo, porque já se pode verificar o quanto se apresentou precipitada e oportunista tal atitude. Em fevereiro de 2009, um aumento do nível de emprego formal foi registrado sobretudo nos setores de serviços, construção civil, agricultura e administração pública. A própria Companhia Vale do Rio Doce iniciou esse movimento irresponsável, quando anunciou dispensas coletivas de trabalhadores. No entanto, no quarto trimestre de 2008 obteve um lucro líquido de R$10,449 bilhões, que representa um aumento de 136,8% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando o lucro líquido foi de R$ 4,411 bilhões. A Bovespa, em março, acusou alta de 11%. Em maio, já apresenta alta acumulada de 36,87% desde o início de 2009 [4]. A venda de automóveis, em razão da redução do IPI, sofreu um aumento de 11% [5]. As vendas do comércio varejista subiram 1,4% em janeiro com relação a dezembro do ano passado, segundo noticiou o IBGE. Entre janeiro de 2008 e janeiro de 2009, as vendas do varejo nacional acumularam alta de 8,7%. A Embraer dispensou 4,2 mil empregados. Ela é investigada pelo Ministério do Trabalho acusada de ter fornecido bônus de R$50 milhões a 12 diretores e de ter efetuado a contratação de 200 empregados terceirizados. Os fatos são negados pela empresa. O incontestável é que ela encerrou o primeiro trimestre de 2009 com lucro líquido de R$ 38,3 milhões e receita líquida de R$ 2,667 bilhões.

A forma oportunista como algumas empresas se posicionam diante da crise atual, desconsiderando o interesse de toda a comunidade, deve ser questionada

Em terceiro lugar, mesmo que a crise fosse o que se apresentava, é grave a ausência de uma compreensão histórica revelada pelo desprezo aos direitos trabalhistas. Ora, os argumentos de dificuldade econômica das empresas foram uma constante no período de formação da Revolução Industrial e se reproduziram por mais de cem anos até que, em 1914, sem qualquer possibilidade concreta de elaboração de um novo arranjo social, o mundo capitalista entrou em colapso.
À época, eram feitas alegações de que as empresas seriam obrigadas a fechar se fossem obrigadas a dar aumento de salário ou estabelecer melhores condições aos trabalhadores e de que seria melhor um trabalho qualquer a nenhum. Dizia-se ainda que seria preciso primeiro propiciar o sucesso econômico das empresas de forma sólida para somente depois pensar em uma possível e progressiva distribuição da riqueza produzida e que a livre iniciativa não poderia ser obstada pela interferência do Estado. Acreditava-se também que era mais saudável para as crianças de cinco a dez anos se dedicarem à disciplina do trabalho durante oito ou mais horas por dia do que ficarem nas ruas desocupadas.
Ao final da Primeira Guerra Mundial, em 1919, com a criação da Organização Internacional do Trabalho (OIT), reconheceu-se que “havendo condições de trabalho que impliquem para um grande número de pessoas a injustiça, a miséria e privações, gera um tal descontentamento que a paz e harmonia universal são postas em perigo...”. A organização ainda enfatiza que “uma paz universal e durável só pode ser fundada sobre a base da justiça social”.
A forma oportunista como algumas empresas se posicionam diante da crise atual, desconsiderando o interesse de toda a comunidade, acuando sindicatos a fim de auferir a redução de direitos trabalhistas e pressionando o Estado para recebimento de incentivos fiscais, deve ser questionada, porque abala consideravelmente a crença na formação de uma sociedade capitalista desenvolvida a partir de um pacto de solidariedade.
Ora, muitas empresas “modernas” falam de sua responsabilidade social, do seu dever de cuidar do meio ambiente, de ajudar pobres e necessitados, mas quando se veem diante de uma possível redução de seus lucros, não têm o menor escrúpulo de defender abertamente o seu direito de conduzir trabalhadores ao desemprego sem lhes apresentar uma justifica plausível.
Num contexto internacional, cumpre denunciar a postura de algumas multinacionais que pregam aos países “periféricos” um código de conduta, baseado na precarização das condições de trabalho para favorecer a manutenção dos ganhos que direcionam para o financiamento dos custos sociais em seus países de origem. Esse mecanismo é fator decisivo para eliminar qualquer espírito de solidariedade proletária em nível internacional.


As informações são do Le Monde Diplomatique.

Em terra de cegos


Em rápida sequência, passaram pelo Brasil os presidentes de Israel, Shimon Peres, da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, e do Irã, Mahmoud Ahmadinejad. Os três parecem acreditar que o governo brasileiro pode ter alguma influência sobre os impasses do Oriente Médio, depois de frustradas as expectativas de uma iniciativa relevante de Washington.

Lula recebeu bem a todos, reafirmou o direito do Irã a um programa nuclear pacífico, de Israel à paz dentro de suas fronteiras e da Palestina à independência. Prometeu retribuir as três visitas e convidou gregos e troianos das margens do Jordão a unirem forças contra a seleção canarinho em um inédito combinado. O treinador, se conseguir levar a proposta, merecerá o Nobel da Paz mais que o presidente dos EUA.

A recepção a Ahmadinejad pode ter sido uma “cotovelada” em Barack Obama e ter contribuído para minar o esforço do Ocidente para isolar o regime iraniano, como disse o New York Times. Mais discutível é se, como insistiu esse jornal e outros dos EUA e da Europa, tenha enfraquecido a projeção internacional do Brasil ao “macular” sua imagem e mostrar que “ainda não pode ser levado a sério como um personagem no cenário internacional”, como quis um deputado de Washington.

Horas antes da chegada do iraniano, Obama enviou um aparentemente inábil fax de duas páginas e meia a Lula cobrando sua posição quanto a direitos humanos e ao programa nuclear Irã e justificando as atitudes dos EUA em Honduras, OMC e Copenhague. O teor exato não foi revelado, mas caiu mal no Planalto. O assessor Marco Aurélio Garcia disse entender que o presidente dos EUA enfrenta dificuldades internas, mas ainda assim é uma decepção e foi lamentável sua atitude de legitimar o golpe em Honduras. No dia seguinte, o chanceler Celso Amorim jogou água na fervura: “Eles estão no Norte e nós no Sul. Vemos as coisas de maneira diferente, mas não há razões para tensão”.

Lula e a diplomacia brasileira ganharam importância não por acatar as opiniões das potências ocidentais, mas por conduzir uma política independente, respaldada em um arco de alianças mais amplo que o (cada vez mais relativizável) “Ocidente Desenvolvido” e por uma economia que reduziu sua dependência da boa vontade dos países ricos e de suas agências. Como apontou a revista Time, é natural para Lula defender o direito do Irã à mesma tecnologia nuclear que o Brasil possui e usa, e “isso o põe em alguma parte entre os dois lados – justo onde um mediador gosta de estar”. 



As informações são da Revista Carta Capital.

Conhecendo o passado, prevendo o futuro


Para o professor do Departamento de História da USP, Osvaldo Coggiola, nada melhor do que estudar as grandes crises capitalistas do passado para entender o que acontece no mundo presente. Em seu livro, As Grandes Depressões: 1873-1896 e 1929-1939 (Ed. Alameda), ele analisa as crises como tendo "fases sucessivas" comuns. Para ele, mesmo que o mundo tenha mudado, alguns pontos estruturais não se alteram. Assim, recorrendo a uma leitura marxista, o professor identifica as crises capitalistas não como algo isolado, referente ora ao capital especulativo, ora à superprodução ou à falta de regulamentação do setor financeiro, mas originárias do conflito de interesses existentes entre diversas instâncias. Dentro desse viés, o crédito é visto como um acelerador dessas contradições que, mais cedo ou mais tarde, levam o sistema a uma erupção, mais precisamente ao conflito armado.


Como conseqüência dessas contradições, Coggiola aponta, com certa preocupação, os desdobramentos das duas grandes crises do modo de produção capitalista anteriores. Segundo afirma, a primeira grande depressão capitalista (1873-1896) teve como resultante uma "agressão sem precedentes contra povos e países coloniais". Já a segunda maior depressão (1929-1939), teve como resolução uma conflagração bélica mundial. "Que outro seja nosso destino", conclui, "que o estudo e assimilação das experiências passadas seja-nos útil para que os horrores do passado fiquem, também, no passado. E para que a crise atual seja superada, não pela barbárie bélica ou colonial, mas pela emergência de uma nova sociedade, baseada na propriedade social, no poder dos trabalhadores e na solidariedade dos povos de todo o mundo".


As informações são do Le Monde Diplomatique.